segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A cada dia que passa meu amor por essa cidade caótica cresce.
Tantas diferenças, tanta tragédia e ainda assim conseguimos viver, seguir em frente.
Somos felizes, afinal. Esperamos o melhor, desejamos o melhor.
E a vida continua.

À noite, entre os picos cinzentos dos prédios comerciais e as torres de transmissão (com aquele brilho amarelo doentio), a brisa gelada, os olhares desconfiados dos transeuntes, os beijos apaixonados, o cheiro da bebida, das árvores, dos carros, das pessoas e todo o resto... é nesse momento que eu caio de amores pelo meu lugar favorito: a avenida Paulista.

E pode parecer um grande cliché, mas não há outro lugar nessa cidade em que eu me sinta mais confortável.
Mesmo com todas as histórias de perigo, não sei se existe uma maneira de não amar aqueles 2,8km de extensão e seus arredores, seus braços, suas ramificações.
As possibilidades ali são inúmeras (Só não digo que são infinitas porque há raros dias em que não se acha nada "bom". Mas são raríssimos.) e deliciosas.

Nos últimos tempos, nada me fez relaxar mais do que andar pela avenida às três-e-qualquer-coisa-da-manhã.

Palavras de uma paulistana orgulhosa e orgulhosamente "vizinha" da Av. Paulista.


Nota:
Domingo delicioso. Companhia deliciosa. Madrugada deliciosa.
Quero mais, mais, mais e mais.
E tenho dito.

3 comentários:

Jenny disse...

Eu sou batateira, mas amo a Paulista em mesmo grau e intensidade. :P

Ahhh, mas que droga, fui novamente obrigada a sentir inveja de voce, vizinha da Paulista, pocha vidz.

Malz ae .:P

Beijo.

Junkie Food disse...

é eu sinto a mesma coisa, essa cidade caotica me ama e eu amoela e todo o caos dela, e não a melhor lugar que a avenida paulista e suas inumeras possibilidades de caos ;D
OK agora a gente tem que fazer algo INEXPLICAVEL na paulista :B

oblocodenotas disse...

E eu só vejo isso agora!!!

A Av. Paulista é... (buscando metáforas de terceira categoria 3...2...1)

A Av. Paulista é uma paulistana bem vestida, bonita, decidida, perspicaz e trabalha com desing. Calculista, ama sem limites e é aquela mulher que te faz feliz quando você fecha os olhos pra dormir com ela.

Mas o centro... Ah o centro... Da Sé à nove de julho é uma carioca de olhos quase claros, que tem vergonha de sambar, e gosta mesmo é de rock. O Centro é uma sensualidade com gosto de pele, morena, atrevida e nada silênciosa. O centro é um corpo esparramado na cama, ao som de Led Zeppelin. É o tipo de mulher que você gostaria de acordar na cama com.

Eba! Eu fui uma companhia deliciosa!